Imprensa
Nova Financial na Mídia
Releases
Brasil Telecom decide reduzir a remuneração de suas debêntures
28.01.2009 - DCI | voltar |
 

SÃO PAULO - A Brasil Telecom comunicou ao mercado ontem a redução na remuneração paga aos investidores detentores de debêntures de sua quinta emissão. Conforme o comunicado, o pagamento - que até o dia 26 de janeiro era feito em 104% do CDI ao ano - foi fixado em 103,5% do CDI no mesmo período. A decisão, explicaram especialistas, indica uma tendência pela qual deve passar o mercado de títulos corporativos neste ano, de menores remunerações por conta da queda da Selic (a taxa básica de juros da economia) e redução nos planos de investimento.

Conforme documentos da Comissão de Valores Mobiliários, a emissão foi feita pela BrT em julho de 2006, no valor total de R$ 1,08 bilhão, com vencimento marcado para junho de 2013. No comunicado encaminhado ontem, a companhia também se dispôs a recomprar os títulos "dos debenturistas que assim desejarem." O prospecto da oferta da emissão, datado de 2006, indicava, contudo, que "as debêntures não estarão sujeitas ao resgate antecipado pela emissora, ressalvada a hipótese de, após a ocorrência de aquisição obrigatória pela emissora {...} remanescerem em circulação menos de 15% das debêntures." A companhia foi procurada para comentar sua decisão e sua estratégia, mas preferiu não se manifestar.

O mercado desses títulos deve passar pela "ressaca" da crise neste ano e apresentar desempenho comprometido até o primeiro semestre. Os juros remumuneratórios, por sua vez, também devem ser inferiores.

"A taxa de juro está caindo. Foi reduzida na semana passada [quando o Copom cortou a Selic em um ponto percentual] e é esperada uma nova redução para a próxima reunião", comentou o superintendente da Andima, Paulo Sampaio. "Além disso, as empresas estão reduzindo investimentos, refazendo cálculos de capacidade de expansão por conta do desaquecimento da economia. Dessa forma, tem uma demanda menor por captação de recursos", adicionou. Sócio da Nova Financial, André Calil concorda com a posição apresentada por Sampaio, e adiciona que a captação via títulos corporativos será ainda mais difícil para empresas de pequeno e médio portes e com ratings de ofertas inferiores. "Se não vierem com remuneração mais alta, essas debêntures não serão atrativas para o investidor, que irá para os títulos do Tesouro", finalizou o especialista.

 
  © 2007, Nova Financial S.A. Todos os direitos reservados. Design: Agência PSM