Além da isenção
de Imposto de Renda para estrangeiros e para empresas, outras
flexibilizações podem, segundo especialistas,
estimular a emissão dos certificados de recebíveis
imobiliários (CRIs), como a redução do
tíquete médio e maiores aportes por parte de
fundos de investimento imobiliários.
De acordo como diretor da Brazilian Securities, Fernando
Cruz, a atuação desses fundos é fundamental
para desenvolver o mercado secundário dos títulos.
"Esse ativo sempre dependeu muito do mercado primário.
Agora, com os fundos, o investidor poderá comprar cotas
de R$ 5 mil, R$ 10 mil, e investir indiretamente nos Certificados.
Além disso, estes fundos vão começar
a trocar papéis, e isso vai fazer muito bem ao mercado",
previu. "Isso permite que o valor de investimento seja
cotizado, permitindo a compra por mais pessoas físicas",
concordou Eduardo de Barros, sócio
de Nova Financial.
Para o diretor executivo da RB Capital, Glauber Santos, a
diminuição do tíquete médio de
aplicação, por parte da Comissão de Valores
Mobiliários, é um impulsionador de muito potencial.
"Hoje, o investimento mínimo é de R$ 300
mil. Se houver uma redução para R$ 25 mil, R$
10 mil, ajudará na pulverização desse
papel", avaliou, enfocando, na estratégia, as
pessoas físicas. |