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Certificado imobiliário da Petrobras atrai pessoa física
15.01.2009 - DCI | voltar |
 

SÃO PAULO - A participação de investidores pessoa física no mercado de capitais brasileiro esta em forte crescimento. Ao anunciar o encerramento de distribuição pública de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) da Petrobras, com valor total de R$ 200,1 milhões, foi possível elucidar a participação de pessoas físicas no negócio. Foram 90 subscritores que totalizaram uma movimentação financeira de 93,9 milhões.

Segundo Eduardo de Barros, sócio da Nova Financial, esta é uma excelente oportunidade para os investidores. "É um risco muito bom. Tem uma precificação muito boa e ainda é isento de Imposto de Renda. O investidor pode encontrar uma alternativa muito boa de rentabilidade com um papel que tem liquidez. Ainda tem o nome Petrobras por trás da operação", explica Barros.

Mauro Calil, professor e educador financeiro do Calil & Calil - Centro de Estudos e Formação de Patrimônio, também acredita que esta é uma valiosa oportunidade para aplicar seus recursos. "Pela legislação, o investidor qualificado sabe os riscos do mercado. Em média, este investidor tem R$ 2 milhões reservados para investimentos", afirma Calil. Vale lembrar que o investidor pessoa física tem que realizar aplicação mínima de R$ 300 mil para adquirir um papel de CRI.

"Pelo que vi no início da distribuição deste CRI da Petrobras, a rentabilidade gira em torno do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) mais 8,45% ao ano. É uma ótima rentabilidade", diz Calil. O IGP-M encerrou 2008 em 9,81%, mais os 8,45% pagos, que resultaria em uma rentabilidade de 18,26% no ano passado. "Para quem tem este dinheiro para deixar parado, vale muito a pena".

Segundo dados da Cetip (Balcão Organizado de Ativos e Derivativos), de 14 de janeiro do ano passado até ontem, o estoque de Certificados cresceu 156,2%, saindo de R$ 2,863 bilhões para R$ 7,335 bilhões.

Além a participação de pessoas físicas, com 90 participantes, teve 'Demais Instituições Financeiras' com 8 participantes, que movimentou R$ 23,4 milhões, 'Clubes de Investimento' e 'Entidades de Previdência Privada', ambos com 5 participantes, que chegou ao valor de R$ 16,5 milhões cada um, e 'Companhias Seguradoras' com apenas 1 subscritor, com volume financeiro de R$ 49,8 milhões.

Outros dois fatores podem ter influenciado este crescimento de pessoas físicas neste tipo de negócio. "A garantia de pagamento por ter a Petrobras pode ter aumentando o número de investidores. Outro motivo foi que a operação foi realizada no mercado de capitais, e distribuído por corretoras e instituições financeiras", diz Barros. "Esta é uma excelente oportunidade para que os investidores conheçam ainda mais o mercado de CRI", afirma Barros.

Para o professor de Finanças do Ibmec São Paulo, Marcelo Guterman, há uma tendência de mais liberdade para os investidores pessoa física, que pode justificar não só este caso, mas outra onde a participação foi elevada. "De maneira genérica, as pessoas físicas tem uma característica cada vez maior de investir por conta própria, por isso há um crescimento em investimento pelo home broker", explica Guterman.

A princípio, BRC Securitizadora iria emitir R$ 300 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários lastreados em créditos imobiliários de responsabilidade da Petrobras, porém o valor foi inferior ao programado. Foram emitidos 1.000 Certificados, com cada um valendo R$ 300 mil, todos nominativos e escriturais. O vencimento dos papéis será em 12 de janeiro de 2022.

A distribuição havia sido aprovada conforme deliberação da reunião da diretoria da Petrobras, realizada no dia 22 de setembro do ano passado. A oferta pública foi elaborada de acordo com as normas de autorregulação da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).

Investidores individuais ficaram com quase metade do R$ 200 milhões captados em Certificados de Recebíveis Imobiliários lastreados em imóveis da petrolífera estatal.

 
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