A Brazil Brokers Participações comprou oito
imobiliárias desde que foi à Bovespa e captou
R$ 700 milhões, em outubro de 2007. Da oferta primária,
R$ 240 milhões foram separados para a aquisição
de concorrentes. Na quinta-feira 5, a companhia anunciou sua
última tacada: está negociando uma "participação
majoritária" nos negócios de corretagem,
consultoria e assessoria da Abyara Planejamento Imobiliário.
O valor da operação ainda está em segredo,
mas dinheiro não será problema. "Temos
muito poder de compra", diz o presidente da Brazil Brokers,
Sérgio Freire. Segundo ele, a empresa tem R$ 240 milhões
em caixa e gastará um "pedaço relevante"
na transação com a Abyara, se e quando for concluída.
Normalmente, essas compras envolvem menos dinheiro vivo e
mais troca de ações. "É um negócio
bom para as duas empresas", avisa Freire. Para especialistas,
a notícia confirma a tendência de consolidação
do setor imobiliário, que captou bilhões de
reais na Bolsa até o ano passado, tirou milhares de
projetos da gaveta e tornou-se terra de gigantes. "Das
companhias imobiliárias que abriram capital, só
as grandes vão sobreviver", diz Roberto
Hage, presidente da Nova Securitização,
especializada no setor. De seu lado, a Abyara demonstra que
os sócios mudaram o foco principal da atividade, saindo
da corretagem tradicional e passando para a incorporação.
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